segunda-feira, 17 de maio de 2010
Liberdade de Movimentação
De certa maneira, a vida é simples
É tomar decisões e não se arrepender!
Não se aprende parkour sem praticar.
Só se aprende Parkour fazendo.
Eu percebi que não importa quem eu sou... E isso na verdade não temnenhuma importância. Tudo que importa é saber o que você quer e correr atrás.
Quando comecei praticar parkour e depois a ser realmente tracer... parecia que...tudo tinha desaparecido...sem passado, sem futuro, nenhum problema, sóaquele momento, aquele salto de precisão, aquele cat leap. São poucos segundos,mas que significam tanto...
Então... enfim, vou viver parkour.
Há alguns meses atrás, no encontro amiguense de duddu em 2009, estávamos(eu, fallux, duddu e outros tracers) discutindo sobre o parkour usado no dia adia.
Não, não estou me referindo à fuga ou ajudar os outros, estou me referindoao parkour como modo de se locomover.
Estávamos justamente discutindo as dificuldades de viver o parkour, de semovimentar dessa maneira, de se usar o parkour no dia a dia para simplesmenteir para o trabalho, ou seja, lá fazer uma compra e etc.
A sociedade ainda estranha nossa pratica e nossos objetivos ao ver nossos movimentos, hoje ninguém espera encontrar pessoas pulando de lugares altos ou mesmo subindo casas, muros e outros lugares inacessíveis a capacidade normal deimaginar. Essa dificuldade de compreensão entre a sociedade e nos tracers éapenas um dos obstáculos para se viver o Parkour, mas existem outros obstáculosalem como preconceito, medo, timidez, insegurança entre outros problemas quevariam de tracer para tracer ou cidadão para cidadão.
Lembro de duddu ter contato a experiência dele na faculdade, quandochegava à faculdade na maioria das vezes analisava um alambrado no caminho esempre era obrigado a dar a volta para entrar na faculdade, e essa volta era umtanto indigna, pois ele sabia da sua capacidade e sabia também que conseguiriatranspor aquilo com facilidade.
Um dia ele atrasado na faculdade resolveu não dar a volta... foi de umenorme esforço...pois haviam barreiras além do alambrado, isso é a vergonha, aestranheza que os estudantes que o vissem atravessar aquele alambrado de talmaneira era ao mesmo tempo um fato novo na faculdade como a gozação que apos ofato seria inevitável um exemplo bem conhecido para nos tracer é o famoso"Ao Homem aranha !!"..srsrs. Apesar disso, ele esqueceu a vergonha e conquistousua liberdade e subiu o alambrado passando por cima e chegando do outro lado rápidocomo queria. (Duddu me corrija se caso eu não contei a historia corretamente,eu não lembro direito =x).
Apesar de ele ter feito esse dia, a dificuldade é diária, acredito, nãoapenas com ele mais com todos que compartilham a experiência do Parkour.
E exatamente isso que eu penso do parkour hoje, um trecho que me marcou isso pra mim foi no documentário Pilgrimage...:
"O lema do Parkour é
Ser e durar. E ele retrata uma das maiores lições do Parkour. Procuramos ser fortes e capazes para a vida, mas ele também carrega uma significância profunda a respeito do que faremos com nossa vida diária. Parkour não é algo que se faz pela manhã e é esquecido durante à tarde.
É o ato de ser, e de se tornar uma pessoa diferente, ligada ao seuverdadeiro espírito todas as horas de seu dia. Tracers se autodefinem com relação aos obstáculos; e assim como eles são muito mais do que o que podem fazer com as mãos,existem muito mais obstáculos do que os encontrados no mundo físico.
Há o stress, a fadiga, perda e responsabilidades. Existem obrigações e complicações. Temos fraquezas e a certeza da velhice. Parkour é a resposta de uma pessoa que se recusa a fugir dessesobstáculos.
Alguém que está determinado a fazer o que for necessário para enfretá-los.
E ao dizer "o que for necessário", não falamos de somentetreinar até acertar o movimento, mas de treinar ao ponto de ser praticamenteimpossível errá-lo. Ele não desanima quando percebe que está pronto para encarar o"hoje", mas se empolga ao pensar na dificuldade que o"amanhã" pode trazer.
E o mais importante de tudo, um verdadeiro tracer sabe que não é o quevoce já consegue fazer que te define como pessoa, mas sim o quão determinadovoce é e o quanto de disposição tem para dedicar."
Projeto Pilgrimage - 00: 38: 40
Sabendo agora mais ou menos o que é parkour (porque isso é muito pessoal),se percebe também que na referencia foi dito sobre as dificuldades.
Respeito e os limites da sociedade e a liberdade de movimentação é um fatoque eu acho que entendo, mas queria que as pessoas conhecessem o parkour ao menos.
Apesar de eu estar ciente de meus atos, saber que não estarei atrapalhandoninguém e nem colocando pessoas da sociedade em risco, ainda sim pelo fatodessas pessoas desconhecerem a pratica e ainda terem medo, a ignorância existe,e é complexo para termos essa liberdade e realmente viver parkour, a sociedade teria que ao menos entender os valores do parkour, coisa que não acontece,infelizmente.
Aonde eu quero chegar com isso, simples... Eu estou adotando essa novaeducação, usar o parkour no dia a dia, eu me refiro ir muito alem de seequilibrar em barras ou fazer passadas em pedras ou mesmo precisões em poçasd'água, mas sim realmente treinar a todo o momento. Se eu estiver em alguma situaçãoou caminho que eu veja alternativas melhores de eficiência e de velocidade esegurança eu usarei.
Claro, respeitando os limites, é complexo sim, mas se parar para analisardiariamente existe alternativo que melhorem a eficiência de movimentação.
Uma passarela que seja uma barra que limite nosso caminho, uma escada queesteja a nossa frente entre outros obstáculos.
Espero que com isso a sociedade vendo uma movimentação estranha pelo menospare para pensar e analisar novas formas de andar, de se mover ou mesmo deviver...
Que continue a caminhada...
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